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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Caderno Espaço Feminino do Núcleo de Estudos de Gênero, Violência e Mulheres - NEGUEM

Já se encontra disponível na internet o volume 23 n. 1/2 de 2010 da revista Caderno Espaço Feminino do Núcleo de Estudos de Gênero, Violência e Mulheres - NEGUEM da Universidade Federal de Uberlândia e pode ser acessada através da plataforma do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) do IBICT pelo endereço:

http://www.seer.ufu.br/index.php/neguem/information/authors

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Manuel Castells - A ciberguerra do Wikileaks

Leiam o artigo na integra no link abaixo, eis aqui um fragmento para incentivar..

Porque a questão fundamental é que os governos podem espionar, legal ou ilegalmente, aos seus cidadãos. Mas os cidadãos não têm direito à informação sobre aqueles que atuam em seu nome, a não ser na versão censurada que os governos constroem. Neste grande debate vão ver quem realmente são as empresas de internet autoproclamadas plataformas de livre comunicação e os meios de comunicação tradicionais tão zelosos de usa própria liberdade.
A ciberguerra começou. Não uma ciberguerra entre Estados como se esperava, mas entre os Estados e a sociedade civil internauta. Nunca mais os governos poderão estar seguros de manter seus cidadãos na ignorância de suas manobras. Porque enquanto houver pessoas dispostas a fazer leaks e uma internet povoada por wikis surgirão novas gerações de wikileaks.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sergio Amadeu: Os “nacionalistas” que a Microsoft ama

segue o áudio da entrevista...

http://www.viomundo.com.br/entrevistas/sergio-amadeu-os-nacionalistas-que-a-microsoft-ama.html

Saída do logotipo da Creative Commons do site do MinC provoca discussões

Este artigo é muito bom.. bem explicativo....



O Ministério da Cultura tentou evitar o falatório, mas não teve jeito. Ao retirar do site da pasta o logotipo da licença Creative Commons, provocou uma reação na cena artística, gerou movimento internacional e revelou o desconhecimento da nova gestão da instituição e dos artistas brasileiros sobre o tema. Conhecida pela sigla cc, a Creative Commons é uma entidade norte-americana sem fins lucrativos. Financiada por doações, criou uma série de licenças padronizadas para direitos autorais. Está presente em mais de 40 países e, em alguns casos, precisou ser adaptada às leis locais de direitos do autor. O cc é fruto da era da informação. Com a internet e a circulação livre de conteúdos ficou difícil para criadores se limitarem à proibição generalizada de reprodução de obras e as licenças padronizadas são uma forma de proibir determinados usos e liberar outros.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/02/11/interna_diversao_arte,237209/saida-do-logotipo-da-creative-commons-do-site-do-minc-provoca-discussoes.shtml

vejam o texto completo

http://www.brasilianasorg.com.br/blog/luisnassif/caetano-veloso-na-polemica-do-creative-commons

Pontos teimosos (Caetano Veloso)


O site do MINC publicar um artigo desse é o fim...



Minha posição pessoal referente à questão dos direitos autorais é idêntica à que atribuí a Jorge Mautner no domingo passado: ninguém toca em nem um centavo dos meus direitos. Um amigo me escreveu da Bahia dizendo que eu usei Mautner como as Forças de Defesa de Israel usam escudos humanos palestinos. Claro que meu amigo anda em ambiente de esquerda: quando fala em escudos humanos palestinos não pensa sequer que extremistas muçulmanos possam fazer uso do expediente – tem que ser a força israelense. Mas talvez ele quisesse dizer que minha posição, que deveria estar lhe parecendo pró-internetetes, coincide com a direita. Bem, não dá para decifrar o que ou quem é esquerda ou direita nessa discussão complicada. O Creative Commons é tido como comunismo cibernético. Não é. Mas há um inglês, radical na mesma linha, que assim se caracteriza. E a complicação da discussão pode ser medida pelo fato de que outro amigo meu, também baiano, me escreveu e, parece que supondo que eu estou com os letristas mineiros e com o Aldir, acusa quem defende os direitos autorais contra a troca livre na internet de “neofobia”.


Acabo de ler sobre a grande discussão provocada na Espanha pela lei que procura dar conta da propriedade intelectual diante da realidade da internet. Como todos, sinto-me perdido. Mas o princípio do direito de autor é límpido e eu posso dizer que agarro-me a ele nesse momento obscuro. Não porque preciso agarrar-me a qualquer coisa. Mas porque recuso-me a fingir que vejo a internet como um grande bem que se instaurou entre nós e nos fez mais democráticos. A internet não é, nem nunca me pareceu, algo bom. Nem mau. Ou melhor: sei que é bom (veja a Tunísia e o Egito). E sei que é mau (veja o monte de burrice e loucura que se produz no mundo virtual e seu nefasto efeito de retirar de nós a confiança no que lemos e ouvimos – e de destruir toda mediação que nos possibilita selecionar). Andrew Keen, que escreveu “O culto do amador”, é um moralista de tom panfletário. Mas no essencial ele tem razão. Ou pelo menos não podemos descartar as questões que ele coloca. Li livros que advogam o contrário – do de Lessig (inventor do CC) a um chamado “O dilema do pirata”. Este último cheio de argumentos, histórias e exemplos que tampouco podemos ignorar. Mas o de Keen resulta mais forte em mim. É porque acho que devemos respeitar os direitos autorais. Sem concessões. A internet que se vire. Ela e toda sua multidão de internautas em blogs e redes sociais que se vejam na situação de introjetar as leis da vida off-line, a nossa vida. Daqui de fora, podemos exigir.

(A íntegra do texto está na edição do jornal O Globo do dia 06/02/2011)


Pois é, na integra o Caetano faz uma critica ao Lula... ora!!! não seria a Dilma aquela que se comprometeu com a galera da cultura digital a dar seguimento as propostas do governo???????????????????????????????????????????????? Fico com o comentário do Wilson Carven no site do MINC:


10 de fevereiro de 2011
Lamentável ver em uma página oficial do governo federal uma critica sem sentido, vinda de alguém que desde a campanha eleitoral criticou o governo Lula. O mais estranho não é o artigo e nem seu autor. O mais estranho é o MinC publicar esse lixo. (Wilson Carvem em http://www.cultura.gov.br/site/2011/02/07/pontos-teimosos-caetano-veloso/)

sábado, 22 de janeiro de 2011

O "impeachment" e o governador

Antônio Risério



Circula na internet um abaixo-assinado pedindo o impeachment do desprefeito de Salvador. Entendo perfeitamente: esse cara se comporta ora como adversário, ora como inimigo da cidade. Mas não vou botar meu nome embaixo do texto. Por dois motivos. Primeiro: adianta alguma coisa tirar João Henrique e Edvaldo Brito ocupar o posto? Não. É como trocar seis por meia dúzia. Segundo: mais do que ejetar o desprefeito do cargo, minha vontade é pedir o impeachment da população que o elegeu e – pior ainda – reelegeu. Sei que é impossível. Mas que dá vontade, dá. O sujeito faz um desgoverno trapalhão e predatório, um desgoverno nefasto e nocivo, marcado por total e absoluta falta de noção do que é esta cidade, sob fortes suspeitas e pesadas acusações de corrupção – e, quando chega a hora de votar, a população o confirma no cargo. Ora, se o que tínhamos era uma administração claramente prejudicial a Salvador e as pessoas a aprovaram reelegendo o desprefeito, só posso dizer uma coisa: a maioria da população soteropolitana manifestou, naquele momento, desrespeito e desprezo por nossa cidade.

Tempos atrás, numa entrevista, eu disse que a atual população de Salvador não está à altura da cidade que herdou. É com tristeza que faço a afirmação. Mas não tenho alternativa. É por não estar à altura da cidade que recebeu de seus antepassados, que nossa atual população vem avacalhando Salvador a cada dia que passa. Como se não bastasse, reelegeu o sujeito que comanda a avacalhação oficial da cidade. Consagrou uma desprefeitura estúpida e destrutiva. Porque Salvador está, sim, submetida a um processo destrutivo, que a vem detonando de diversos modos e por vários meios.
Temos ainda o triste espetáculo da Câmara Municipal. Neste momento, a Câmara desonra sua própria história. Quando olho o elenco da atual vereança... Se fosse possível, deveríamos retirar dela qualquer poder de decisão sobre assuntos sérios. Sobre coisas importantes para a cidade. A atual Câmara já demonstrou de sobra que não está preparada para coisas sérias, como no episódio do Plano Diretor. Sua função bem que poderia ficar limitada à distribuição de medalhinhas de mérito duvidoso. Só. Ela não tem condições de fazer mais do que isso. Prefeitura e Câmara se merecem.
Acho, por isso mesmo, que devemos recorrer ao governador Jaques Wagner. O governador deve deixar pudores administrativos de lado – e, já que Salvador está sendo destruída, entrar em campo a favor da cidade. Realizar obras realmente necessárias e significativas. Obras de ponta. Ousadas. Na dialética entre a tradição e a invenção. Fazendo com que Salvador comece a dar o salto de qualidade urbanística de que ela tanto precisa. É por esse caminho, de resto, que Wagner pode ultrapassar a marca deixada por Antonio Carlos. O que este promoveu, aqui, foi uma espécie de modernização defasada. Wagner, se quiser, pode ir além. Em diálogo permanente com a nossa história, pode promover uma atualização real e efetiva de Salvador, em termos de absoluta contemporaneidade.
Exemplifico: a ponte Salvador-Itaparica e o Comércio. A ponte tem de ser esplêndida, para não esculhambar visualmente a baía. Com esta obra, Wagner fica na história da cidade. Mas, a depender da obra que faça, tanto pode ficar na história como o autor de uma joia, quanto como o autor de um trambolhão (se, por exemplo, adotar o estilo da Rio-Niterói). Na verdade, Salvador precisa de três coisas. Superar a dependência do ônibus, organizando um sistema de transporte centrado no VLT e retomando a circulação naval, que praticávamos já no século 16. Fazer a chamada Via Atlântica e refuncionalizar Pituaçu. Construir a ponte.

Esta última terá três implicações. Repensar e requalificar a Cidade Baixa, na base da ousadia urbanística (foi assim, afinal, que o Comércio se configurou). Ter uma política ecossocial para o golfo baiano e suas ilhas. Preparar as cidades do Recôncavo para suas novas realidades e interconexões, com obras de logística e infraestrutura social. Topa encarar, governador?
Vale a pena a leitura...